Tristes, quais órfãos de corações vazios, buscaram seus filhos espirituais manterem-se firmes em suas responsabilidades e, de algum modo, cobrir a imensa lacuna que para trás deixara, o “herói da caridade”.  

 

As atribulações da vida e as imperfeições dos homens, no entanto, traçaram rumos novos para os seguidores do amigo querido, o “apóstolo de bem”. Ao cabo de uns poucos anos, em fins de 97, eis que encontramos alguns dos mais antigos e próximos “filhinhos espirituais” do “Gonçalves” a reunirem-se na “Casa Transitória”. Com lágrimas nos olhos participam, por ultima vez, de reunião publica e despedem-se daquela que fora, por várias décadas, sua casa espiritual.

 

Abraçou-os, de imediato, o “Lola Navi”, centro do nosso querido Jair Navi, dileto amigo e seguidor inseparável do “Gonçalves”. Mas, necessário fazia-se superar os obstáculos e reiniciar as tarefas assistenciais e espirituais. Era preciso continuar! Imprescindível colocar em prática os ideais de amor aprendidos ao longo de tantos anos; seguir o maravilhoso exemplo do mestre amigo que, embora no plano espiritual, nunca, de fato, deles se apartara.  

 

E assim, coerente com a sua personalidade ativa e incansável, a partir do mundo espiritual “Gonçalves” agiu e, no campo material, o ideal de uma nova casa, seguindo os moldes de amor e caridade, longamente sedimentados na “Casa Transitória”, surgiu...

Emmanuel a Maria Dolores chamou:

_ Irmã, os filhos do nosso Gonçalves buscam guarida e local para oração. A providência, acatando sugestão, busca em teu coração, esta proteção!

_ Se o Senhor nos solicita, confiemos em Sua proteção! Respondeu humilde, a amorosa matrona, nossa querida “Madô”.

 

Aos 21 dias de maio de 1998, imbuídos das mais sublimes intenções, sob os auspícios de uma plêiade de espíritos maravilhosos, 45 “filhinhos do Gonçalves” emprestaram seus nomes e seus ideais à nova casa que nascia....  Deveria levar o nome daquele que a todos inspirara ao longo de anos e anos... No entanto, o “herói da caridade”, humildemente solicitou que, ao invés do seu, a nova casa deveria chamar-se como aquela que lhe prestara a bela homenagem quando de seu regresso à pátria espiritual – Maria Dolores!

Histórico

Texto: Lúcia Bichir

 

ORIGEM DO “MARIA DOLORES”

 

Após 84 anos de incansável lida na seara de Jesus, aos 25 dias de agosto de 1989, José Gonçalves Pereira, fundador da Casa Transitória “Fabiano de Cristo”, dirigiu-se a celeste mansão, conduzido pelos obreiros do bem. Naquela mesma noite, em dia de festa no céu, o inesquecível Chico Xavier, a todos consolou, lavrando de seu punho mediúnico, “Dádivas de Amor”:

 

 

DÁDIVAS DE AMOR

(Maria Dolores, “Madô”)

 

Uma carta... Um olhar, uma palavra boa;

Uma frase de paz que asserena e abençoa;

Leve prato de sopra ou simples pão

Podem livrar alguém de cair na exaustão;

 

Antigo cobertor, atirado ao vazio,

Aquece o enfermo pobre esquecido no frio;

 

Uma peça de roupa remendada

Talvez seja o agasalho ao viajor da estrada;

 

Meio litro de leite à viúva sem nome

Ampara-lhe o filhinho, a esmorecer da fome.

 

Todas essas doações supostas pequeninas

São serviços do Bem, nas paragens divinas;

 

São flores da fé viva, a derramarem luz,

Revelando o fulgor do Reino de Jesus.

 

Aqui, nos saudamos, Gonçalves, nosso irmão,

Que ontem foi conduzido à Celeste Mansão.

 

Que o Céu do Amor o guarde, ante a nossa saudade,

Do Apóstolo do Bem e Herói da Caridade.

 

(FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER – Grupo Espirita da Prece – Uberaba – MG)

 

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